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Simples Nacional: como funciona o enquadramento e as alíquotas

📅 Agosto de 2026 · ⏱️ 8 min de leitura

Sair do MEI ou abrir uma empresa maior costuma significar entrar no Simples Nacional — mas poucos empreendedores entendem como o imposto é realmente calculado. Veja como funcionam os anexos, as faixas e as alíquotas progressivas, sem juridiquês.

O que é o Simples Nacional

O Simples Nacional é um regime tributário que unifica vários impostos federais, estaduais e municipais em uma única guia mensal (o DAS), com alíquotas que variam conforme o faturamento acumulado nos últimos 12 meses e o tipo de atividade da empresa. Podem optar por ele Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP) que respeitem o teto de faturamento anual definido em lei.

Os anexos: por que sua atividade importa

O Simples Nacional divide as atividades em cinco anexos, cada um com uma tabela de alíquotas própria:

AnexoAtividade
Anexo IComércio
Anexo IIIndústria
Anexo IIIServiços em geral (a maioria dos prestadores de serviço)
Anexo IVServiços específicos, como construção civil e advocacia
Anexo VServiços intelectuais, com alíquotas geralmente mais altas

Duas empresas com o mesmo faturamento podem pagar valores bem diferentes de imposto dependendo unicamente do anexo em que se enquadram — por isso vale a pena confirmar com o contador em qual anexo a sua atividade se encaixa exatamente.

Como funcionam as alíquotas progressivas

Diferente do DAS fixo do MEI, o Simples Nacional usa faixas progressivas: a alíquota sobe conforme o faturamento acumulado nos últimos 12 meses aumenta, mas o cálculo considera uma alíquota efetiva, não a alíquota nominal cheia sobre todo o valor.

Como funciona na prática: a fórmula usa (Receita bruta acumulada em 12 meses × alíquota nominal da faixa − parcela a deduzir) ÷ Receita bruta acumulada. O resultado é a alíquota efetiva real que incide sobre o faturamento do mês, sempre menor que a alíquota nominal da tabela.

Passo a passo simplificado do cálculo

  1. Some o faturamento bruto dos últimos 12 meses.
  2. Identifique a faixa correspondente na tabela do anexo da sua atividade.
  3. Aplique a fórmula da alíquota efetiva usando a alíquota nominal e a parcela a deduzir daquela faixa.
  4. Multiplique a alíquota efetiva pelo faturamento do mês para chegar ao valor do DAS.

Na prática, esse cálculo é feito automaticamente pelo sistema do Simples Nacional (PGDAS-D) quando você declara o faturamento do mês — mas entender a lógica ajuda a não ser pego de surpresa quando o faturamento cresce e empurra a empresa para uma faixa mais alta.

Por que acompanhar o faturamento acumulado é essencial

Como a alíquota depende do acumulado de 12 meses (não só do mês corrente), um crescimento consistente de faturamento pode empurrar a empresa gradualmente para faixas com alíquota maior — o chamado "efeito sanfona" do Simples. Projetar esse acúmulo com antecedência evita que o imposto corroa a margem sem aviso.

Como o NUGGETONE ajuda

Acompanhar o faturamento acumulado dos últimos 12 meses manualmente é trabalhoso e sujeito a erro. O NUGGETONE organiza automaticamente as entradas da sua empresa, ajudando você a visualizar a tendência de faturamento e se antecipar a mudanças de faixa no Simples Nacional, junto com o contador.

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