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Financiamento imobiliário: como funciona e o que avaliar

📅 Outubro de 2026 · ⏱️ 8 min de leitura

Financiar um imóvel é, para a maioria das pessoas, a maior dívida que vão assumir na vida — e também uma das decisões financeiras mais importantes. Entenda como funciona, as diferenças entre as tabelas de amortização e o que avaliar antes de assinar o contrato.

Como funciona o financiamento imobiliário

No financiamento imobiliário, o banco paga a maior parte do valor do imóvel e você devolve esse valor em parcelas mensais, acrescido de juros, normalmente ao longo de 20 a 35 anos. O próprio imóvel fica em alienação fiduciária como garantia — ou seja, se as parcelas não forem pagas, o banco pode retomar o bem.

Diferente de um empréstimo comum, o financiamento imobiliário costuma ter as taxas de juros mais baixas do mercado de crédito, justamente porque o imóvel serve de garantia e reduz o risco para quem financia.

Entrada: quanto é o ideal

A maioria dos bancos financia até 80% do valor do imóvel, o que significa que você precisa ter pelo menos 20% de entrada. Quanto maior a entrada, menor o valor financiado, menos juros você paga no total e mais fácil é a aprovação do crédito.

Além da entrada, é preciso reservar dinheiro para custos extras que não entram no financiamento: ITBI (imposto de transmissão), registro em cartório, e eventual comissão de corretagem — que juntos podem somar de 4% a 8% do valor do imóvel.

SAC ou Price: qual tabela escolher

CaracterísticaSACTabela Price
ParcelasDecrescentes ao longo do tempoFixas (nominalmente)
Primeira parcelaMais altaMais baixa
Juros totais pagosMenorMaior
Amortização do saldo devedorMais rápida no inícioMais lenta no início

Na Tabela SAC, a amortização (parte que reduz a dívida) é fixa e os juros incidem sobre um saldo que cai mais rápido, então a parcela começa mais alta e vai diminuindo mês a mês. Na Tabela Price, a parcela é fixa, mas isso significa que no início você paga proporcionalmente mais juros e menos amortização — no total, paga-se mais juros ao longo do contrato.

Na prática: se o seu orçamento aguenta uma parcela inicial mais alta, o SAC costuma ser mais barato no total. Se o que importa é ter uma parcela previsível e mais baixa no começo, a Price pode fazer mais sentido — mas sempre sabendo que isso custa mais juros no final.

O que olhar além da taxa de juros anunciada

Vale a pena amortizar antecipadamente?

Sempre que possível, usar dinheiro extra (13º salário, restituição do IR, bônus) para amortizar o saldo devedor reduz o total de juros pagos ao longo do contrato. Ao amortizar, você pode escolher entre reduzir o valor da parcela (mantendo o prazo) ou reduzir o prazo (mantendo a parcela) — reduzir o prazo costuma gerar mais economia de juros no total.

Como o NUGGETONE ajuda

Uma parcela de financiamento compromete uma fatia fixa e relevante do orçamento por muitos anos. O NUGGETONE organiza receitas e despesas automaticamente, o que ajuda a visualizar com clareza quanto sobra todo mês e planejar amortizações extras sem comprometer o restante das contas.

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