Financiamento imobiliário: como funciona e o que avaliar
Financiar um imóvel é, para a maioria das pessoas, a maior dívida que vão assumir na vida — e também uma das decisões financeiras mais importantes. Entenda como funciona, as diferenças entre as tabelas de amortização e o que avaliar antes de assinar o contrato.
Como funciona o financiamento imobiliário
No financiamento imobiliário, o banco paga a maior parte do valor do imóvel e você devolve esse valor em parcelas mensais, acrescido de juros, normalmente ao longo de 20 a 35 anos. O próprio imóvel fica em alienação fiduciária como garantia — ou seja, se as parcelas não forem pagas, o banco pode retomar o bem.
Diferente de um empréstimo comum, o financiamento imobiliário costuma ter as taxas de juros mais baixas do mercado de crédito, justamente porque o imóvel serve de garantia e reduz o risco para quem financia.
Entrada: quanto é o ideal
A maioria dos bancos financia até 80% do valor do imóvel, o que significa que você precisa ter pelo menos 20% de entrada. Quanto maior a entrada, menor o valor financiado, menos juros você paga no total e mais fácil é a aprovação do crédito.
Além da entrada, é preciso reservar dinheiro para custos extras que não entram no financiamento: ITBI (imposto de transmissão), registro em cartório, e eventual comissão de corretagem — que juntos podem somar de 4% a 8% do valor do imóvel.
SAC ou Price: qual tabela escolher
| Característica | SAC | Tabela Price |
|---|---|---|
| Parcelas | Decrescentes ao longo do tempo | Fixas (nominalmente) |
| Primeira parcela | Mais alta | Mais baixa |
| Juros totais pagos | Menor | Maior |
| Amortização do saldo devedor | Mais rápida no início | Mais lenta no início |
Na Tabela SAC, a amortização (parte que reduz a dívida) é fixa e os juros incidem sobre um saldo que cai mais rápido, então a parcela começa mais alta e vai diminuindo mês a mês. Na Tabela Price, a parcela é fixa, mas isso significa que no início você paga proporcionalmente mais juros e menos amortização — no total, paga-se mais juros ao longo do contrato.
Na prática: se o seu orçamento aguenta uma parcela inicial mais alta, o SAC costuma ser mais barato no total. Se o que importa é ter uma parcela previsível e mais baixa no começo, a Price pode fazer mais sentido — mas sempre sabendo que isso custa mais juros no final.
O que olhar além da taxa de juros anunciada
- CET (Custo Efetivo Total): inclui a taxa de juros, seguros obrigatórios (MIP e DFI) e taxas administrativas — é o número que realmente representa o custo do financiamento, não a taxa de juros isolada.
- Seguros obrigatórios: todo financiamento imobiliário exige seguro de morte/invalidez (MIP) e de danos físicos ao imóvel (DFI) — compare se é possível contratar fora do banco, o que às vezes sai mais barato.
- Sistema de amortização usado pelo banco: confirme se é SAC, Price ou um sistema misto antes de comparar propostas de bancos diferentes.
- Possibilidade de portabilidade: você pode transferir o financiamento para outro banco que ofereça taxa menor — vale pesquisar isso periodicamente.
Vale a pena amortizar antecipadamente?
Sempre que possível, usar dinheiro extra (13º salário, restituição do IR, bônus) para amortizar o saldo devedor reduz o total de juros pagos ao longo do contrato. Ao amortizar, você pode escolher entre reduzir o valor da parcela (mantendo o prazo) ou reduzir o prazo (mantendo a parcela) — reduzir o prazo costuma gerar mais economia de juros no total.
Como o NUGGETONE ajuda
Uma parcela de financiamento compromete uma fatia fixa e relevante do orçamento por muitos anos. O NUGGETONE organiza receitas e despesas automaticamente, o que ajuda a visualizar com clareza quanto sobra todo mês e planejar amortizações extras sem comprometer o restante das contas.
Organize o orçamento antes de assumir um financiamento
Experimente o NUGGETONE grátis por 30 dias, sem precisar de cartão.
Criar conta grátis